Pensa maior que tu.

Pensa maior que tu.
Achas que são palavras redigidas em rima ou em prosa que enchem corpos, barrigas, espíritos de famintos?
Achas que a lírica basta para fazer feliz uma pessoa do terceiro mundo? Não! É preciso primeiros bens essenciais!:

Um lar seguro;
Comida;
Cuidados médicos "básicos" (que deveriam ser acessíveis a todos!)
Amor grátis, sem nada ter que dar em troca.

E depois sim, vem a poesia e todos os textos que nos fazem sonhar. E para os perceber, para ter sonhos, é preciso ter esperanças de que existe realmente um futuro, incrementar valores de que realmente não fomos introduzidos na terra como mero peso nas estatísticas governamentais. Não digo que a poesia não seja preciso, mas para poder aprecia-la é preciso primeiro saber apreciar as coisas básicas da vida, como levar à boca uma colherada de sopa fumegante, ou o calor que nos proporciona um bom cobertor de lã, num dia de frio quebrante, poder sair a rua sem ter medo que a nossa vida acabe nesse preciso momento, poder abraçar os pais ou simplesmente uma pessoa que nos dê em troca carinho e afecto em vez de nos obrigarem a escravizar o nosso corpo.
Digo apenas a realidade que vejo, que a poesia é secundária e é apreciada por pessoas que tem tudo ou por assim dizer, têm uma vida digna de manhã à noite. Com certeza que textos redigidos por estranhos, que vivem drasticamente noutro mundo, não é a primeira coisa pela qual os esquecidos da sociedade reclamam. Estas PESSOAS têm direito, pelo menos ao mesmo básico que nós, e da mesma maneira que tu ou ele sai das aulas com os amigos a rir, eles também têm o direito de viver condignamente, com tudo aquilo que já tens ou obtens automaticamente, e que nem sequer te apercebes e dás valor.

[ Dash a comment ] [ No comments ]

# Posted on Thursday, 29 October 2009 at 4:20 PM

Edited on Thursday, 29 October 2009 at 5:00 PM

14.10.09

Olho para as formas que a fraca luz desenha no quarto..Hoje ja nao te encontro com os mesmos olhos de ontem, mas ainda te consigo ver a tremer, agarrado a mim, ao que é nosso. Ainda consigo captar o teu cheiro, o desejo, que acabou por se entranhar na minha pele. Hoje nao dormirei só, a saudade esta noite me faz companhia, enquanto nao voltares para me sufocar nesse teu abafo. Fundir-me a ti, ser mais que aquilo que me define. Ser eu, aperfeiçoada à tua imagem, num só.

Amo-te.
[ Dash a comment ] [ No comments ]

# Posted on Thursday, 15 October 2009 at 7:22 PM

Edited on Friday, 16 October 2009 at 11:24 AM

Dédé.

Falta pouco. Poucas horas. Minutos. Segundos. Sopros. Falta pouco para uma nova etapa começar. Com mais carinho nao, porque esse sempre existiu. Mas com mais presença física. A materializaçao dos desejos, dos beijos, dos toques que tanto fizeram falta. Da troca de saliva, do calor dos corpos. De ti. De tudo o que é teu em mim.
[ Dash a comment ] [ No comments ]

# Posted on Sunday, 11 October 2009 at 8:25 PM

Era bom, ter tudo e tudo poder dar.

Eu aqui, calma, sem grandes problemas, em frente ao meu monitor, enquanto que o cansado pedestal da família ainda trabalha. É vergonhoso. VERGONHOSO digo-te.
[ Dash a comment ] [ No comments ]

# Posted on Friday, 02 October 2009 at 8:36 PM

.

Ou tenho tudo ou tenho nada. Ou dizem que me amam ou ninguém faz o mínimo barulho. Permanecem calados a apreciar o roer dentro do meu peito, o desgastar do pedaço de carne que é o meu coração.
Prefiro escrever aqui, que gravar nas memorias deles, falhas, duvidas daquilo que fui e sou, e quem sabe, serei. Não peço muito, apenas um pouco de respeito pelo momento, pelo não confuso que gostaria que o meu mundo fosse. Um de cada vez! O desistir de um, a vitória de outro!

...A derrota mete-me pena e acabo por ter compaixão dela. O sabor da vitoria creio que é bem melhor, mas a nudez em que o corpo se encontra no rastejar na lama, nas gotas de chuva que caem na cara cansada, é bem mais linda. Melancólica. O meu dia-a-dia.

Pena é o que sinto hoje, ao não saber seguir apenas um caminho, não me perder no meio de um cruzamento, mas optar por um, e voltar, correndo para trás, esperando que o cruzamento ainda esteja no mesmo sitio. Não quero. Não quero optar pelo caminho em que terei de voltar atrás, combater o tempo que perdi e que nunca mais recuperarei, os pedaços de coração na mão que não conseguirei manter meus, num todo. Não quero.
Prefiro escrever aqui, manter o meu coração num lugar seguro, afastar-me de derrotas, lágrimas e caras lavadas em lama que poderão ser minhas. Não quero.

Quero-te a ti, ó doce vitória que há tanto espero de saborear.
Quero-te!
[ Dash a comment ] [ No comments ]

# Posted on Tuesday, 01 September 2009 at 8:43 PM

Edited on Friday, 02 October 2009 at 8:46 PM