Achas que são palavras redigidas em rima ou em prosa que enchem corpos, barrigas, espíritos de famintos?
Achas que a lírica basta para fazer feliz uma pessoa do terceiro mundo? Não! É preciso primeiros bens essenciais!:
Um lar seguro;
Comida;
Cuidados médicos "básicos" (que deveriam ser acessíveis a todos!)
Amor grátis, sem nada ter que dar em troca.
E depois sim, vem a poesia e todos os textos que nos fazem sonhar. E para os perceber, para ter sonhos, é preciso ter esperanças de que existe realmente um futuro, incrementar valores de que realmente não fomos introduzidos na terra como mero peso nas estatísticas governamentais. Não digo que a poesia não seja preciso, mas para poder aprecia-la é preciso primeiro saber apreciar as coisas básicas da vida, como levar à boca uma colherada de sopa fumegante, ou o calor que nos proporciona um bom cobertor de lã, num dia de frio quebrante, poder sair a rua sem ter medo que a nossa vida acabe nesse preciso momento, poder abraçar os pais ou simplesmente uma pessoa que nos dê em troca carinho e afecto em vez de nos obrigarem a escravizar o nosso corpo.
Digo apenas a realidade que vejo, que a poesia é secundária e é apreciada por pessoas que tem tudo ou por assim dizer, têm uma vida digna de manhã à noite. Com certeza que textos redigidos por estranhos, que vivem drasticamente noutro mundo, não é a primeira coisa pela qual os esquecidos da sociedade reclamam. Estas PESSOAS têm direito, pelo menos ao mesmo básico que nós, e da mesma maneira que tu ou ele sai das aulas com os amigos a rir, eles também têm o direito de viver condignamente, com tudo aquilo que já tens ou obtens automaticamente, e que nem sequer te apercebes e dás valor.
Achas que a lírica basta para fazer feliz uma pessoa do terceiro mundo? Não! É preciso primeiros bens essenciais!:
Um lar seguro;
Comida;
Cuidados médicos "básicos" (que deveriam ser acessíveis a todos!)
Amor grátis, sem nada ter que dar em troca.
E depois sim, vem a poesia e todos os textos que nos fazem sonhar. E para os perceber, para ter sonhos, é preciso ter esperanças de que existe realmente um futuro, incrementar valores de que realmente não fomos introduzidos na terra como mero peso nas estatísticas governamentais. Não digo que a poesia não seja preciso, mas para poder aprecia-la é preciso primeiro saber apreciar as coisas básicas da vida, como levar à boca uma colherada de sopa fumegante, ou o calor que nos proporciona um bom cobertor de lã, num dia de frio quebrante, poder sair a rua sem ter medo que a nossa vida acabe nesse preciso momento, poder abraçar os pais ou simplesmente uma pessoa que nos dê em troca carinho e afecto em vez de nos obrigarem a escravizar o nosso corpo.
Digo apenas a realidade que vejo, que a poesia é secundária e é apreciada por pessoas que tem tudo ou por assim dizer, têm uma vida digna de manhã à noite. Com certeza que textos redigidos por estranhos, que vivem drasticamente noutro mundo, não é a primeira coisa pela qual os esquecidos da sociedade reclamam. Estas PESSOAS têm direito, pelo menos ao mesmo básico que nós, e da mesma maneira que tu ou ele sai das aulas com os amigos a rir, eles também têm o direito de viver condignamente, com tudo aquilo que já tens ou obtens automaticamente, e que nem sequer te apercebes e dás valor.
